Jovem com doença degenerativa recupera autoestima com ajuda […]
Por: ETIPI
Publicado em: 17/10/2014 às 8:08
Categoria: Notícias
Jovem com doença degenerativa recupera autoestima com ajuda de entidades de atendimento às PCDs
Lorenna CostaDiagnosticada com uma doença degenerativa que atinge os movimentos do corpo, Samara Rodrigues, 30 anos, trava uma luta diária contra o avanço dos sintomas de sua disfunção. Com a descoberta, entre os 18 e 20 anos de idade, da ataxia, a jovem se sentiu sem estímulos para continuar a viver e se viu mergulhada em uma depressão, quando, com o apoio de entidades de atendimento às Pessoas com Deficiência (PCDs) conseguiu recuperar a autoestima e iniciar um tratamento.A ataxia é uma desordem neurológica que se caracteriza por provocar uma perda da habilidade para executar movimentos e gestos precisos. No caso de Samara, a fala também é prejudicada. “Eu caminhava e caía sem saber o porquê, batia nas minhas próprias pernas. Minha voz também começou a mudar. Recorri a vários médicos, mas nenhum conseguia detectar a doença. Depois de algum tempo, quando os meus movimentos já estavam comprometidos, um neurologista descobriu o que era”, conta a jovem.Algum tempo após a descoberta da ataxia, Samara passou a frequentar o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) e a Associação dos Cadeirantes de Teresina (Ascamte), onde encontrou o apoio que precisava. “No início fiquei muito depressiva, só queria morrer, mas com o tempo aprendi a superar. Amigos me indicaram as duas entidades e comecei a me tratar tanto físico, quanto psicologicamente. Como o meu problema é degenerativo, venho mantendo um bom condicionamento e minha autoestima melhorou muito. Aprendi a ver a vida de outra forma”, relata Samara.Paciente do Ceir há três anos, Samara participa de terapias, cujo principal objetivo é retardar a progressão dos sintomas da disfunção neurológica. “Ela faz hidroginástica, na qual são realizados exercícios, principalmente de deslocamento, para que haja a melhoria do seu condicionamento físico. Ela participa também da fisioterapia, onde trabalha o fortalecimento e coordenação dos membros superiores e inferiores utilizando peso, barra paralela, bola e bicicleta. Todos ajudam a melhorar o seu equilíbrio e postura nas atividades de vida diárias”, esclarece a fisioterapeuta, Darlene Marques.Para a educadora física do Ceir, Islânia Bastos, é notável a mudança na autoestima de Samara. “Com as atividades físicas, sua autoestima foi bastante elevada, uma vez que ela passou a conseguir realizar as atividades do dia a dia. Os exercícios também proporcionam a melhoria da sua vida social, pois ela passa a ter mais ânimo por poder se deslocar aos ambientes que costuma freqüentar e, assim, se reunir com os amigos e familiares”, explica. Já na Ascamte, a jovem encontrou o aconchego e apoio psicológico que procurava. “Há um ano a Samara veio até nós, gostou da receptividade e desde então passou a fazer parte da família Ascamte, onde mudou bastante seu modo de ver a vida. Aqui ela fez amizades e sempre participa com entusiasmo dos eventos. Mas não fomos apenas nós que a ajudamos. Ela nos ajudou a abrir a mente e hoje, apesar da maioria dos associados serem cadeirantes, estamos abertos para receber pessoas com qualquer tipo de deficiência” afirma a Presidente da Associação, Jucilene da Silva. Com o apoio das duas entidades, Samara pôde solicitar uma cadeira de rodas. Por meio do equipamento, a jovem, que em casa se locomove com um andador, e pelas ruas, com a ajuda de acompanhantes, apoiando-se, poderá utilizar o Transporte Eficiente. Posteriormente, a piauiense irá requisitar uma cadeira motorizada, o que facilitará bastante o seu deslocamento e a sua luta diária para aproveitar ao máximo, ainda que com as limitações, o que a vida lhe oferece de melhor.
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